Poucas pessoas ficaram sabendo de um avião que caiu na cidade de São Paulo no dia 20 de maio, mesmo porque este avião nunca existiu. O fato foi que a imprensa criou a queda do avião da empresa Pantanal. Pouco tempo depois foi descoberto que se tratava de um incêndio em uma fábrica de colchões.
Mesmo depois de descoberto o que realmente aconteceu, o estrago já estava feito. O canal de notícias Globo News, responsável pelo “furo” foi seguido por outros sites como Uol, Terra, Ig e pelo jornalista Ricardo Noblat, que publicou em seu blog a queda do avião.
A Infraero, quando procurada pelos jornalistas, comentou que não sabia da possível queda. Mas esta declaração foi o suficiente para os veículos de comunicação se basearem e publicarem a notícia.
Após a descoberta de que não havia acidente aéreo, alguns portais corrigiram suas matérias, outros, no entanto, somente tiraram a notícia do ar, sem dar mais informações ao público.
A impressão que se tem é que a lição básica do jornalismo de apurar os fatos foi esquecida por esses grandes meio de comunicação. O compromisso com público de informar corretamente, parece ter sido substituído pelo compromisso do “furo a qualquer custo”.
A falta de ética mostrada no caso se estende além da informação errada. Ao público maior interessado e prejudicado pela notícia, nada foi dito. Alguns sites se limitaram a dizer que haviam se baseado em outro veículo, como se isso justificasse tamanha irresponsabilidade.
Os meios de comunicação parecem não se importar aos prejuízos de um episódio como esse. Que prejuízos? A perda da credibilidade.
Afinal é disso que o jornalismo é feito. Ninguém assina uma revista sem antes conhecê-la ou confiar em sua linha editorial. Um jornal novo, dificilmente terá lucro ou boas vendas no começo. O público irá optar por aquilo que ele já esta habituado a comprar e ler.
O jornalismo on-line como uma nova ferramenta de comunicação está construindo com seu público uma relação de confiança, assim como as revistas e jornais construíram. A nós leitores resta a indignação e a esperança de que um jornalismo mais responsável seja feito.
Por Bruna Quintanilha e Renan Garcia
* Imagem adquirida no site "http://portalimprensa.uol.com.br/"
2 comentários:
Opa!
Seguinte, o comunique-se divulgou uma noticia dizendo que o produtor da notícia falsa já foi demitido do Globo News.
um trecho:
"Apesar de ter o cargo de produtor, ele apurava, escrevia as cabeças (texto lido pelo apresentador) e editava. Também exercia a função de editor-chefe informal em São Paulo do Jornal das Dez. No dia em que o fogo tomou conta de uma fábrica de colchões, ele chefiava a redação da Globo News extra-oficialmente."
O cara teve sua chance, mas cavou a sua própria cova.
E mesmo se arrependendo, arrependeu-se tarde; A barriga já estava feita.
Se fosse filme, juraria que era uma produção Londrinense (sobre o legislativo).
Ate mais e boa sorte!
(os comentários estão bloqueados para outros usuarios? parece que só quem tem conta no Google/Blogger pode postar)
Obrigada Roberto!
Ja arrumamos os comentários, agora todos podem postar.
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