segunda-feira, 9 de junho de 2008

Velocidade x Qualidade

A questão da velocidade no jornalismo sempre existiu. Porém, com as inovações tecnológicas a busca pela noticia quase que imediata, trouxe várias conseqüências à qualidade das informações.

De acordo com Ana Prado o jornalismo on-line se transformou num fast food, pois visa o consumo rápido. Essa característica revela que a idéia de que o jornalista deve levar o leitor à reflexão não existe mais. Isso acontece, não somente pelo desinteresse do leitor, mas pelo desinteresse do jornalista em aprofundar o assunto. A quantidade de notícias disponibilizada também favorece ao superficialismo.
Parecendo ser “mais completo” do que os jornais impressos, os jornais on-line, trazem uma quantidade muito maior de notícias. Mas e a qualidade?

O grande problema é que o jornalismo se transformou em empresa jornalística. E as notícias em mercadoria.
Com tantas novas tecnologias para adquirir, a empresa jornalística precisa sustentar-se. Para que isso aconteça é preciso vender cada vez mais. De acordo com Marcondes Filho, a fase romântica da imprensa, cede lugar às exigências do capital.

Que a velocidade é inimiga da perfeição já é clichê. Mas as conseqüências que isso pode causar é pouco discutida. A imprensa já provou inúmeras vezes que uma notícia mal apurada pode levar a estragos imensos a vida de uma pessoa.
Cabe aos jornalistas ter consciência de seu papel e responsabilidade. Para que a pressa em publicar não se sobreponha, nem seja desculpa, pela sua falta de ética e profissionalismo.

Referência: Soster, Demétrio de Azevedo. Webjornalismo, velocidade e
precisão: o caso do site “UOL Eleições 2002”.

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